Sensação Térmica - Parte I

VENTO E UMIDADE


 

FONTE: Portal Educacional do Estado do Paraná

 

É muito comum ver pessoas falando que estão com calor, no entanto,  fisicamente falando, essa fala está equivocada, uma vez que calor é a transferência de energia de um corpo para outro. Também, nem sempre a temperatura registrada no termômetro corresponde ao que sentimos.


Se relacionarmos o efeito combinado entre a velocidade do vento e a temperatura do ar marcada pelos termômetros e a umidade ambiente, o calor ou o frio que sentimos é diferente do registrado nos termômetros. Essa combinação de fatores chama-se Sensação Térmica. O cálculo da Sensação Térmica, que é a temperatura que realmente sentimos em uma determinada situação, deve levar em conta dois fatores: Velocidade do vento e Umidade relativa do ar.


A tabela disponibilizada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula que a sensação térmica diminui aproximadamente 1ºC a cada vez que os ventos chegam a 7 km/h; quanto maior a velocidade do vento, maior o calor retirado da superfície da pele, e, portanto, maior a sensação de frio.


Por exemplo, em um local com temperatura ambiente de 10ºC e ventos de 7 km/h, a sensação térmica é de 9 ºC. Para ter uma idéia, um vento de 7 km/h está longe de ser um furacão, que tem ventos de no mínimo 118 km/h de velocidade. O problema é que as fórmulas usadas pelos institutos de meteorologia no Brasil consideram apenas a velocidade do vento, e não levam em conta a umidade do ar.


Numa temperatura xis, com ar seco, sentimos um certo frio. Já, se ocorrer a mesma temperatura com chuva, a tendência é sentirmos ainda mais frio. O frio seco é menos sentido que o frio úmido. A sensação térmica tem o mesmo efeito quando você sopra a sopa para esfriar. O movimento do ar aumenta a perda de calor da sopa pela convecção, assim, a sopa esfria mais rápido. Veja Como funcionam as garrafas térmicas para mais detalhes sobre radiação, condução e convecção.


Para um objeto inanimado, a sensação térmica tem um determinado efeito se o objeto estiver quente. Por exemplo, digamos que você encheu dois copos com a mesma quantidade de água a 38º C. Você coloca um copo na geladeira, que está a 2º C, e um fora, onde também está 2º C , porém com o vento soprando a 40 km/h. O copo que está fora fica frio mais rápido que aquele que está na geladeira por causa do vento. Porém, ele não esfriará mais do que 2º C, pois a temperatura do ar está a 2º C com ou sem movimento.


É por isso que o termômetro lê 2º C, embora a gente sinta como se a temperatura estivesse a -13º C.
As situações de calor extremo afetam de forma diferente as populações de regiões temperadas, como é o caso das regiões Sul e da Sudeste do Brasil, e as que vivem em regiões normalmente mais quentes, que possuem uma aclimatação fisiológica e um estilo de vida adaptado. A temperatura do corpo resulta de um equilíbrio entre a produção e a perda de calor.


No caso da temperatura ambiente subir para valores muito elevados, o nosso organismo tem mecanismos que lhe permitem regular a temperatura, libertando calor. Um dos principais é a transpiração. A transpiração consiste na libertação de água e sais minerais através da pele e é a evaporação da água à sua superfície que permite o seu resfriamento.


Quando o nosso corpo é exposto a temperaturas muito elevadas, numa tentativa de retomar o equilíbrio térmico, aumenta a produção de suor, e assim perde uma maior quantidade de água e sais minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo.


A sensibilidade do corpo humano a temperaturas elevadas é maior para valores de umidade relativa mais altas. Se a umidade relativa do ar for muito elevada o mecanismo de evaporação do suor é reduzido ou inibido, tornando a libertação de calor menos eficaz.

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